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Design eterno

Priya Nair25 Apr 2025 · 7 min de leitura
Quando pensamos em design minimalista, muitos de nós imaginamos espaços vazios e estéreis, mas há muito mais do que isso.
Na verdade, o minimalismo se trata de encontrar equilíbrio e criar harmonia com menos elementos. O objetivo não é simplesmente remover tudo até não sobrar nada, mas focar no que realmente importa.
O conceito sueco "Lagom", que se traduz como "a quantidade certa", desempenha um papel importante nessa filosofia. Em vez de sobrecarregar um espaço com coisas que não precisamos, o design minimalista defende a remoção do excesso, garantindo que o essencial permaneça funcional e bonito.

O "Eterno" design realmente existe?

Você já se perguntou se o design verdadeiramente atemporal é possível? Muitos argumentam que o design "eterno" é um pouco de um sonho utópico porque todo o design reflete o tempo e a cultura em que foi criado. No entanto, apesar de vivermos numa era de tendências aceleradas, muitos de nós ainda desejamos designs simples, atemporais e centrados no ser humano. Design não é apenas sobre fazer as coisas parecerem boas—trata-se de criar algo que pareça certo, perdure ao longo do tempo e cumpra o seu propósito. Por exemplo, elementos táteis, como a sensação de sentar-se numa cadeira ou como a superfície de uma mesa parece sob os dedos, são tão importantes quanto a aparência do objeto. Essas experiências sensoriais transcendem a cultura e tornam-se universalmente atraentes porque tocam nas nossas necessidades humanas básicas.

O ponto de partida da criação

No design, encontrar o ponto de partida pode ser um desafio. Envolve um processo contínuo de adicionar e remover elementos até que algo pareça perfeito. Esse processo iterativo ajuda a identificar as características mais essenciais e elimina o que é desnecessário, resultando em designs que não são apenas visualmente atraentes, mas também profundamente significativos. Esse conceito se estende também à fotografia—capturar a essência de um objeto focando no que é importante e deixando de fora as distrações. Tudo se resume em manter clareza e propósito em cada elemento, seja num design ou numa fotografia.

Como o "Lagom" se traduz no design minimalista?

Se entendemos o "Lagom" corretamente, é a ideia de "apenas o suficiente"—nem demais, nem de menos. No design, essa filosofia nos encoraja a simplificar os nossos espaços, removendo itens desnecessários. O resultado é um espaço que transmite calma e liberdade de desordem. Isso foi algo com o qual eu experimentei durante a minha passagem na faculdade de arquitetura: eu enchi todos os armários da minha cozinha com arroz e, após um ano, joguei fora tudo que não tinha usado. Esse ato de se desapegar das coisas que não servem mais a um propósito é um princípio fundamental da vida minimalista. Trata-se de libertar o seu espaço e, no fim das contas, sua mente.

O minimalismo deixa uma casa muito vazia?

Uma preocupação comum relativamente ao design minimalista é que ele possa fazer uma casa parecer muito vazia ou impessoal. No entanto, acredito que o espaço deve ser ligeiramente reduzido para permitir espaço para a interação humana. Quando o espaço em si não exige atenção, ele cria um ambiente onde as pessoas podem se concentrar nas suas vidas, e não no entorno. Enquanto ambientes vibrantes e coloridos são estimulantes e excitantes, as nossas casas devem servir como santuários—um lugar onde podemos nos retirar, sentir segurança e recuperar o nosso equilíbrio após um dia agitado.

Os designers devem sempre ser vanguardistas?

No mundo de hoje, é fácil pensar que os designers devem sempre estar na vanguarda da tecnologia. No entanto, sou um grande fã da "tecnologia que não parece tecnologia." Seja no design de carros, telefones ou até mesmo móveis, a tecnologia deve se integrar perfeitamente à vida quotidiana. Em vez de levar o design ao reino de objetos futuristas e alienígenas, acredito que devemos focar em criar tecnologia que pareça confortável e natural. Bom design não precisa gritar "inovação"—ele deve simplesmente aprimorar as nossas vidas diárias.

O minimalismo deixa uma casa muito vazia?

Uma preocupação comum relativamente ao design minimalista é que ele possa fazer uma casa parecer muito vazia ou impessoal. No entanto, acredito que o espaço deve ser ligeiramente reduzido para permitir espaço para a interação humana. Quando o espaço em si não exige atenção, ele cria um ambiente onde as pessoas podem se concentrar nas suas vidas, e não no entorno. Enquanto ambientes vibrantes e coloridos são estimulantes e excitantes, as nossas casas devem servir como santuários—um lugar onde podemos nos retirar, sentir segurança e recuperar o nosso equilíbrio após um dia agitado.

Os designers devem sempre ser vanguardistas?

No mundo de hoje, é fácil pensar que os designers devem sempre estar na vanguarda da tecnologia. No entanto, sou um grande fã da "tecnologia que não parece tecnologia." Seja no design de carros, telefones ou até mesmo móveis, a tecnologia deve se integrar perfeitamente à vida quotidiana. Em vez de levar o design ao reino de objetos futuristas e alienígenas, acredito que devemos focar em criar tecnologia que pareça confortável e natural. Bom design não precisa gritar "inovação"—ele deve simplesmente aprimorar as nossas vidas diárias.

As decorações têm lugar no design minimalista?

Embora o minimalismo muitas vezes opte pela simplicidade, isso não significa remover todas as decorações. Alguns dos designs minimalistas mais famosos, como os de Adolf Loos, utilizam materiais naturais como mármore de maneiras expressivas, porém simples. A chave é que a "decoração" não é adicionada por sua própria causa—ela é parte integrante do material, contribuindo para a estética geral sem sobrecarregar o espaço.

O que "lar" significa para você?

Para mim, o conceito de lar não se resume apenas ao espaço físico. Trata-se da sensação de conforto e segurança que um espaço proporciona. Essa sensação de lar não precisa estar ligada a um lugar específico—seja num pequeno hotel no Japão ou na casa de um amigo, o lar é onde nos sentimos protegidos do mundo exterior. Hoje, até os escritórios estão começando a refletir esse conceito. Cada vez mais, as pessoas procuram ambientes que pareçam menos como locais de trabalho estéreis e mais como espaços confortáveis e centrados no ser humano. No mundo moderno, as fronteiras entre trabalho e lar estão cada vez mais borradas, com o desejo por um ambiente equilibrado e tranquilo influenciando tanto espaços pessoais quanto profissionais.

O design deve seguir as tendências?

Curiosamente, as tendências do design são frequentemente influenciadas pela economia. Culturas com riqueza podem se dar ao luxo de substituir regularmente as coisas, levando a expressões extravagantes e por vezes berrantes no design. Mas esses designs eventualmente se tornam datados, refletindo a sua época. Por outro lado, designs mais simples que resistiram à história tendem a ser mais atemporais porque foram feitos para durar. Por exemplo, o design escandinavo, com sua simplicidade e funcionalidade, tornou-se mais popular após a crise financeira de 2008. As pessoas mudaram do extravagante para o mais discreto, buscando designs que resistiriam ao teste do tempo. Lykkers, você já pensou em como o minimalismo poderia transformar a sua casa ou espaço de trabalho? Nos conte como você se sente sobre o equilíbrio entre simplicidade e funcionalidade no design!

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